A indústria das multas de trânsito no Brasil

Muito se discute sobre a existência ou não de uma indústria de multas. Atualmente, ganha força uma certa militância que atribui ao automóvel a culpa por tudo, exatamente tudo, de modo que não admitem nem remotamente aceitar a ideia de que um motorista não seja necessariamente um facínora e, além disso, possa em muitos casos não ter culpa por uma multa. Bobagem. Para eles, motoristas já estão culpados pelo simples fato de serem motoristas e as multas são sempre corretas e até mesmo aplicadas de forma parcimoniosa.

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Funcionários da CET, que pediram para não serem identificados, revelaram à reportagem da Rádio SulAmérica Trânsito que estão sendo cobrados para autuarem e guincharem mais veículos.

As “ameaças”, segundo os agentes, são sutis e veladas e nunca são registradas por e-mail ou documento, apenas verbalmente, em reuniões a portas fechadas.

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No primeiro semestre de 2015 foram registradas 12,1 milhões de multas na cidade de São Paulo. O número é 8,2% superior ao de autuações feitas em todo o ano de 2014. O levantamento foi feito pelo UOL com dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e da Polícia Militar por meio da Lei de Acesso à Informação.

Alguém deve fazer alguma coisa para aperfeiçoar o sistema, de forma a garantir ao cidadão o direito de trafegar – em paz – com o seu veículo, seguro de “impedimento indireto” das arbitrariedades dos governos.

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