Confira dicas para que a Black Friday não vire ‘Black Fraude’

A Black Friday Brasil começou e vai seguir até a meia-noite desta sexta-feira (27). Durante 24 horas, empresas do comércio eletrônico e lojas físicas oferecem descontos, num momento em que as vendas do varejo estão desaquecidas e, ao mesmo tempo, os brasileiros estão recebendo a primeira parcela do 13º salário.

Os consumidores, o grande alvo da megapromoção, precisam estar atentos para não cair em armadilhas e ter a Black Friday transformada no que se apelidou em edições passadas de “Black Fraude”.

Especialista em segurança na internet, Thiago Hyppolito, em entrevista ao programa Revista Brasil, alertou os consumidores para que fiquem mais atentos pois, apesar de ser uma boa oportunidade para realizar compras com bons descontos, a data também cria inúmeras oportunidades para que cibercriminosos realizem golpes e fraudes.

Há comerciantes que usam a Black Friday para se aproveitar da boa fé do consumidor: vender vantagens e entregar problemas. A coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste), Maria Inês Dolci, dá dicas estratégicas para evitar que essa data se transforme em uma verdadeira “black fraude”:

1 – O Procon-SP elaborou uma lista que traz nomes de sites falsos e que não são indicados para compras na Black Friday. Veja a lista.

2 – Uma dica importante para fazer compras seguras na internet é verificar se a página possui o ícone de cadeado e o começo “https” no link, na hora de fechar a compra.

3 – O consumidor deve desconfiar se o site tiver um endereço duvidoso, diferente do normal, como por exemplo  www.blackfriday-marcadeloja.com.br ou www.ofertas-marcadeloja.com.br em vez de www.marcadeloja.com.br. Nesses casos, normalmente, o layout do site fica desconfigurado, com imagens e fontes diferentes do original. Isso é indício de falsificação.

4 – Se desconfiar de sites que possam ser falsos, entre em contato com o atendimento das lojas ou com os órgãos de defesa do consumidor.

5 – Compare preços previamente. O Procon do RS orienta que os consumidores façam uma pesquisa antes de efetuarem as compras no dia da Black Friday, para evitar maquiagem de preços. Procurar os mesmos produtos em lojas físicas pode ser uma tática para encontrar preços e condições de pagamento mais atraentes.

6 – Sobre a forma de pagamento, a dica é que as compras online sejam pagas preferencialmente com cartão de crédito, ao invés de boleto ou transferência bancária. Assim, o cancelamento é feito de forma mais rápida caso ocorra algum problema com a entrega do produto. Outra dica para evitar surpresas durante a promoção é procurar o número do telefone ou endereço do local de compra.

7 – Confira alguns sites que ajudam a encontrar ofertas e evitar golpes: Procon-SP , Já Cotei , Busca Descontos , Buscapé , Reclame Aqui  e Proteste.

Selo de garantia

Outra recomendação da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico é procurar pelo selo Black Friday Legal 2015. De acordo com a entidade, ele é uma garantia de que as ofertas da loja são reais e que a empresa se comprometeu a entregar no prazo.

No site www.camara-e.net/blackfriday é possível conferir se a loja desejada está listada como integrante do programa Black Friday Legal 2015.

Verifique se o site da loja exibe endereço, telefone fixo ou filial física. Observe informações como razão social, CNPJ e confirme esses dados no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br). Se a situação estiver “baixada”, “cancelada” ou “inativa”, desista da compra. As lojas com o selo Black Friday Legal 2015 já passaram por essa checagem.

É importante ainda que haja um canal de atendimento ao consumidor. Evite sites que exibem apenas um telefone celular como forma de contato.

A indústria das multas de trânsito no Brasil

Muito se discute sobre a existência ou não de uma indústria de multas. Atualmente, ganha força uma certa militância que atribui ao automóvel a culpa por tudo, exatamente tudo, de modo que não admitem nem remotamente aceitar a ideia de que um motorista não seja necessariamente um facínora e, além disso, possa em muitos casos não ter culpa por uma multa. Bobagem. Para eles, motoristas já estão culpados pelo simples fato de serem motoristas e as multas são sempre corretas e até mesmo aplicadas de forma parcimoniosa.

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Funcionários da CET, que pediram para não serem identificados, revelaram à reportagem da Rádio SulAmérica Trânsito que estão sendo cobrados para autuarem e guincharem mais veículos.

As “ameaças”, segundo os agentes, são sutis e veladas e nunca são registradas por e-mail ou documento, apenas verbalmente, em reuniões a portas fechadas.

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No primeiro semestre de 2015 foram registradas 12,1 milhões de multas na cidade de São Paulo. O número é 8,2% superior ao de autuações feitas em todo o ano de 2014. O levantamento foi feito pelo UOL com dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e da Polícia Militar por meio da Lei de Acesso à Informação.

Alguém deve fazer alguma coisa para aperfeiçoar o sistema, de forma a garantir ao cidadão o direito de trafegar – em paz – com o seu veículo, seguro de “impedimento indireto” das arbitrariedades dos governos.

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Como escolher seu primeiro cavaquinho

Os cavaquinhos, ou são fabricados artesanalmente em pequenas séries num máximo de 5 a 10 unidades (mais caros), ou industrialmente em séries de maiores quantidades (mais baratos). Estes últimos nem trazem já a etiqueta de fabrico colada no seu interior, para serem mais baratos e fáceis de comercializar, o que, no meu entender, é um grande erro e um risco para a indústria nacional. Mas adiante…

Não há por isso dois cavaquinhos iguais! Uns mais outros menos bonitos nas nuances das madeiras e, mais importante que isto, uns mais outros menos sonantes! E é este o aspecto, se não o único aspecto para além do seu preço, que devemos ter em conta na escolha de um cavaquinho.

A primeira coisa a fazer é definir o valor que você vai querer gastar para a compra de seu cavaquinho. Os cavaquinhos feito por Luthier, ou seja fabricados artesanalmente, são os mais caros afinal você estará pagando pelo esmero, pela qualidade da madeira e por um acabamento de primeira.

A questão é se você tem dinheiro pra tanto. Para quem está começando aconselho um instrumento intermediário que deve custar entre 300 a 600 reais. Se não houver dinheiro para tanto compre um cavaquinho mais barato.

Abaixo confira dicas para comprar seu primeiro cavaquinho:

1- Quando for escolher seu primeiro cavaco leve alguém que já saiba um pouco mais sobre instrumentos musicais.

2- Comece testando o braço do cavaquinho. Prenda a 4ª corda no 1º traste e ao mesmo tempo prenda o 12º traste. Observe se a distância da corda até o braço está mais ou menos por igual. Depois olhe o braço do cavaco como se estivesse mirando um alvo. Se o braço estiver envergado pra frente ou pra trás é que o braço está com problemas.

3- Observe se o braço do cavaco não é grosso demais isso dificulta uma boa pegada. Você deve se sentir confortável.

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4- Depois veja de que tipo de madeira é feito o cavaquinho. Muitos cavaquinhos são fabricadas com o corpo em aglomerado ou compensado pela simples redução de custo do instrumento. Então fique atento, pois esses tipos de madeira não apresentam uma boa sonoridade.

5- Peça a descrição do cavaquinho. Qualquer bom cavaquinho vai ter a descrição das madeiras que ele foi fabricado. Muito mais que a fábrica ou o Luthier que fez o instrumento, a madeira é quem vai ditar a faixa de preço do instrumento. As “preferidas” pelos Luthiers e instrumentistas são Jacarandá e Faia (bojo), mogno (braço), ébano (escala) e pinho (tampo). Lembrando que há muitos modelos de cavaquinhos e que em cada um deles é usado uma espécie de madeira.

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6- Veja se a distância das cordas até o braço não está muito alta. Lembre-se se estiver muito alta você poderá sentir um desconforto para tocar pois a força pra tocar será muito maior.

8 – Toque o instrumento e observe se o som lhe agrada. Cada madeira produz uma sonoridade diferente. Algumas dão ao cavaco um som mais grave outras produzem sons mais agudos. É aí que entra o gosto do comprador. Se você é iniciante com certeza precisará de alguém que já toque pra te ajudar a perceber a diferença.

9 – Qual a garantia do instrumento?

10 – Não compre um cavaquinho porque você gostou da imagem dele tenha em mente qual será a finalidade dele. Não compensa muito você comprar, por exemplo, um cavaco modelo Fiber se não for para tocar cavaquinho plugado numa mesa ou amplificador.

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Aviões do futuro não terão janelas

Não haverá “assento da janela” nos aviões do futuro.

A empresa britânica CPI planeja fazer as paredes transparentes, eliminando completamente as janelas. As janelas serão substituídas pelas telas OLED, que cobrirão todas as paredes internas do avião e assegurarão que o céu seja visto.

Os pesquisadores acreditam que este será o próximo passo na modernização da aviação civil. Eles querem remover as janelas dos aviões e substituírem por telas OLED touch-screens que se estenderão ao longo de todo o comprimento do avião, mostrando uma visão de tirar o fôlego, através de câmeras que irão mostrar imagens em tempo real do exterior.

De acordo com as análises da empresa, as janelas são uma das maiores fontes de peso desnecessário em aviões de passageiros. Sabe-se também que as janelas são algumas das partes mais pesadas na fuselagem do avião, ou seja, não há motivos para não substituí-las por uma tela fina, flexível e de custo reduzido.

A contrapartida – sempre tem esse lado da moeda – é que durante as viagens muita luz entraria dentro da cabine. Dessa forma, voos noturnos poderiam não ser proveitosos. Ah, também existem as pessoas que têm medo de altura, né? Imagina essa turma com uma vista panorâmica do céu?

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De acordo com informações, o projeto será colocado em prática pela CPI junto a uma rede de parceiros e estima-se que os primeiros protótipos possam ser apresentados em até 5 anos.

Mas saiba que todos estes projetos são conceituais; nenhuma companhia aérea está pronto para lançar seus 757s sem janelas tão cedo.

Mas há uma boa razão por trás desta eliminação de janelas proposta – instalá-las nos aviões significa que você tem que reforçar a fuselagem, o que deixa as aeronaves mais pesadas, bebendo mais combustível. Eis uma razão pela qual cargueiros não tem janelas.

Há cerca um ou dois anos atrás, estive em um voo transatlântico da Europa a Nova York, e lembro de sobrevoar a Groenlândia, perto o bastante para ver os brancos e azuis espetaculares de suas geleiras, e até mesmo o que pra mim parecia uma catarata causada pelo derretimento. Foi um daqueles momentos literalmente de tirar o fôlego – eu meio que solucei/arfei alto – e olhei pela cabine em busca de alguém tão extasiado quanto eu.

Não. Todo mundo estava assistindo a filmes ou à televisão nos monitores dos assentos, ou em seus iPads, ou então dormindo. Desde então tenho me impressionado com o quanto ignoramos estas janelas, que oferecem a qualquer um que compre uma passagem de 220 dólares a Phoenix uma visão da terra sem precedentes na história da humanidade, possibilitada por maravilhas tecnológicas com apenas algumas décadas de idade. Nós só parecemos prestar atenção nelas quando alguém abre uma janela em meio ao sol do amanhecer, enviando um forte raio de luz que faz com que passageiros que estavam dormindo emitam grunhidos raivosos.