Como escolher seu primeiro cavaquinho

Os cavaquinhos, ou são fabricados artesanalmente em pequenas séries num máximo de 5 a 10 unidades (mais caros), ou industrialmente em séries de maiores quantidades (mais baratos). Estes últimos nem trazem já a etiqueta de fabrico colada no seu interior, para serem mais baratos e fáceis de comercializar, o que, no meu entender, é um grande erro e um risco para a indústria nacional. Mas adiante…

Não há por isso dois cavaquinhos iguais! Uns mais outros menos bonitos nas nuances das madeiras e, mais importante que isto, uns mais outros menos sonantes! E é este o aspecto, se não o único aspecto para além do seu preço, que devemos ter em conta na escolha de um cavaquinho.

A primeira coisa a fazer é definir o valor que você vai querer gastar para a compra de seu cavaquinho. Os cavaquinhos feito por Luthier, ou seja fabricados artesanalmente, são os mais caros afinal você estará pagando pelo esmero, pela qualidade da madeira e por um acabamento de primeira.

A questão é se você tem dinheiro pra tanto. Para quem está começando aconselho um instrumento intermediário que deve custar entre 300 a 600 reais. Se não houver dinheiro para tanto compre um cavaquinho mais barato.

Abaixo confira dicas para comprar seu primeiro cavaquinho:

1- Quando for escolher seu primeiro cavaco leve alguém que já saiba um pouco mais sobre instrumentos musicais.

2- Comece testando o braço do cavaquinho. Prenda a 4ª corda no 1º traste e ao mesmo tempo prenda o 12º traste. Observe se a distância da corda até o braço está mais ou menos por igual. Depois olhe o braço do cavaco como se estivesse mirando um alvo. Se o braço estiver envergado pra frente ou pra trás é que o braço está com problemas.

3- Observe se o braço do cavaco não é grosso demais isso dificulta uma boa pegada. Você deve se sentir confortável.

pegada
4- Depois veja de que tipo de madeira é feito o cavaquinho. Muitos cavaquinhos são fabricadas com o corpo em aglomerado ou compensado pela simples redução de custo do instrumento. Então fique atento, pois esses tipos de madeira não apresentam uma boa sonoridade.

5- Peça a descrição do cavaquinho. Qualquer bom cavaquinho vai ter a descrição das madeiras que ele foi fabricado. Muito mais que a fábrica ou o Luthier que fez o instrumento, a madeira é quem vai ditar a faixa de preço do instrumento. As “preferidas” pelos Luthiers e instrumentistas são Jacarandá e Faia (bojo), mogno (braço), ébano (escala) e pinho (tampo). Lembrando que há muitos modelos de cavaquinhos e que em cada um deles é usado uma espécie de madeira.

luthier
6- Veja se a distância das cordas até o braço não está muito alta. Lembre-se se estiver muito alta você poderá sentir um desconforto para tocar pois a força pra tocar será muito maior.

8 – Toque o instrumento e observe se o som lhe agrada. Cada madeira produz uma sonoridade diferente. Algumas dão ao cavaco um som mais grave outras produzem sons mais agudos. É aí que entra o gosto do comprador. Se você é iniciante com certeza precisará de alguém que já toque pra te ajudar a perceber a diferença.

9 – Qual a garantia do instrumento?

10 – Não compre um cavaquinho porque você gostou da imagem dele tenha em mente qual será a finalidade dele. Não compensa muito você comprar, por exemplo, um cavaco modelo Fiber se não for para tocar cavaquinho plugado numa mesa ou amplificador.

fiber

Aviões do futuro não terão janelas

Não haverá “assento da janela” nos aviões do futuro.

A empresa britânica CPI planeja fazer as paredes transparentes, eliminando completamente as janelas. As janelas serão substituídas pelas telas OLED, que cobrirão todas as paredes internas do avião e assegurarão que o céu seja visto.

Os pesquisadores acreditam que este será o próximo passo na modernização da aviação civil. Eles querem remover as janelas dos aviões e substituírem por telas OLED touch-screens que se estenderão ao longo de todo o comprimento do avião, mostrando uma visão de tirar o fôlego, através de câmeras que irão mostrar imagens em tempo real do exterior.

De acordo com as análises da empresa, as janelas são uma das maiores fontes de peso desnecessário em aviões de passageiros. Sabe-se também que as janelas são algumas das partes mais pesadas na fuselagem do avião, ou seja, não há motivos para não substituí-las por uma tela fina, flexível e de custo reduzido.

A contrapartida – sempre tem esse lado da moeda – é que durante as viagens muita luz entraria dentro da cabine. Dessa forma, voos noturnos poderiam não ser proveitosos. Ah, também existem as pessoas que têm medo de altura, né? Imagina essa turma com uma vista panorâmica do céu?

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De acordo com informações, o projeto será colocado em prática pela CPI junto a uma rede de parceiros e estima-se que os primeiros protótipos possam ser apresentados em até 5 anos.

Mas saiba que todos estes projetos são conceituais; nenhuma companhia aérea está pronto para lançar seus 757s sem janelas tão cedo.

Mas há uma boa razão por trás desta eliminação de janelas proposta – instalá-las nos aviões significa que você tem que reforçar a fuselagem, o que deixa as aeronaves mais pesadas, bebendo mais combustível. Eis uma razão pela qual cargueiros não tem janelas.

Há cerca um ou dois anos atrás, estive em um voo transatlântico da Europa a Nova York, e lembro de sobrevoar a Groenlândia, perto o bastante para ver os brancos e azuis espetaculares de suas geleiras, e até mesmo o que pra mim parecia uma catarata causada pelo derretimento. Foi um daqueles momentos literalmente de tirar o fôlego – eu meio que solucei/arfei alto – e olhei pela cabine em busca de alguém tão extasiado quanto eu.

Não. Todo mundo estava assistindo a filmes ou à televisão nos monitores dos assentos, ou em seus iPads, ou então dormindo. Desde então tenho me impressionado com o quanto ignoramos estas janelas, que oferecem a qualquer um que compre uma passagem de 220 dólares a Phoenix uma visão da terra sem precedentes na história da humanidade, possibilitada por maravilhas tecnológicas com apenas algumas décadas de idade. Nós só parecemos prestar atenção nelas quando alguém abre uma janela em meio ao sol do amanhecer, enviando um forte raio de luz que faz com que passageiros que estavam dormindo emitam grunhidos raivosos.